terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Fazendo as pazes com Larry Crabb

"O homem ficou zangado. Deus parecia indiferente, impassível, insensível. A porta do céu se fechou e o homem sabia que não havia meio de força-la a se abrir.
Ele só conseguia pensar em dias melhores.
(...)
Seu sofrimento tornou-se, para ele, uma passagem para o coração de Deus. Compartilhou a dor de Deus em seu grande projeto de redenção. Ao sofrer junto com Deus por uma mesma causa, o homem sentiu-se ainda mais próximo do Senhor.
Um novo pensamento lhe ocorreu. 'Unir-me-ei a quaisquer forças que estejam em oposição à raiz desse desprazer. Aliar-me-ei à bondade contra o mal. Não espararei até ver mais claramente; farei o serviço que minhas mãos encontrarem. No entanto, permanecerei perto de minha fonte. Minha alma tem sede. Uma vida agradável não é água para minha alma; aquilo que vem de Deus - quem quer que seja Deus -, isso sim, é a única e verdadeira água. E ela me basta'.
O homem adorou a Deus e Deus se agradou dele. Assim, Deus manteve a água borbulhando da fonte para a alma do homem. Quando o homem não bebia todas as manhãs dessa fonte ou não voltava todas as noites para saciar-se outra vez, sua sede tornava-se insuportável.
Algumas coisas em sua vida melhoraram, enquanto outras não mudaram. Outras pioraram.
Mas o homem possuía novos sonhos e eram sonhos maiores do que uma vida agradável. Encontrou a coragem para buscá-los. Tornou-se um homem esperançoso e sua esperança trouxe consigo a alegria.
Deus estava muito contente. E o homem também" (p.19)
Crabb, Larry. A parábola em Sonhos Despedaçados São Paulo: Mundo Cristão, 2004

Anteontem isso fez todo o sentido do mundo!

4 comentários:

andrevonheldsoares disse...

Muito bom.
Nunca li esse camarada aí, não.
Ele é "vão-jélico" (horrível trocadilho fonético)?
Gosto muito de autores que falam de Deus como se Ele não medisse esforços pelo homem, porque, de fato, Ele nunca mediu, nunca foi omisso.

Renner disse...

Ainda é um pouco difícil fazer as pazes com esse senhor. Não pelas coisas que escreve (brilhantes em grande parte), mas pelo texto prolixo que me dá nos nervos. Difícil ler Larry Crabb. Difícil deixar de ler.

Dri disse...

Concordo contigo Renner! Ler Crabb não é leitura é garimpagem. hehehe. Encontre a tese principal, uma capítulo que explique bem, daí os outros vao falar a mesma coisa. heheheehe. Mas ele tem sacadas muito boas e espirituais. Há anos que ele me abençoa e me ajuda em transformações profundas. Deus tem falado a mim através dele. Não desista!

Gustavo Pereira disse...

faz td sentido para mim hj!