quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Riqueza do Desvalido






O lixo é rico
pra quem é pobre.
O lixo é rico
pra quem precisa.
Preste atenção
ao jogar no lixo
a riqueza
do desvalido.





Fonte da foto: http://paolagiusti.files.wordpress.com/2007/07/sem-titulo2.jpg

sexta-feira, 2 de outubro de 2009


Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de
passarem por diversas provações,
pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança.
E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês
sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma.
(Tiago 1:2-4 NVI)

Tenho meditado muito nesse texto nos últimos dias e decidi compartilhar um pouco do que tenho pensado. Particularmente, há algumas palavras que tem me chamado atenção. A primeira é a palavra alegria. Tiago nos diz que é motivo de grande alegria passar por provações. Não é pouca e sim grande alegria. Mas como é possível sentir grande alegria na hora da provação ou dificuldade, pois o que nosso coração mais sente nessas horas são sentimentos de tristeza, dor ou dúvida? Provação, como o próprio nome indica, é um momento de prova em que nossa fé é posta em xeque. Vamos no meio da dificuldade continuar crendo que Deus é bom e que tem cuidado da gente independente das circunstâncias ou vamos nos lamentar, nos auto-comiserar ou duvidar do amor de Deus para conosco?
Se decidirmos pela fé em Deus e em sua soberania nos momentos difíceis vamos então experimentar a perseverança. Esta é a segunda palavra que tenho pensado muito. Algumas definições de perseverar no dicionário são “persistir, permanecer”, podemos relacionar isso à nossa fé pois uma vez provada, podemos permanecer firmes na Rocha que nos sustenta. Uma característica importante da perseverança segundo o texto de Tiago é que ela deve ter ação completa. Tentar sair da provação, fugir, tentar remediar pode impedir a ação que Deus deseja fazer em nossas vidas diante da provação.
O motivo final é que depois de tudo, o processo nos tornará mais maduros e íntegros. O texto também diz que não se achará falta em nosso caráter. O trabalho que Deus deseja fazer em nossa vida, mesmo que use a provação, que pode se manifestar de várias formas, é muito maior do que podemos pensar e imaginar. Lembrar disso pode trazer muita alegria ao coração quando as dificuldades da vida aparecerem. Mesmo que seja uma alegria pela fé sem o sentimento. Dar liberdade para Deus trabalhar em nossas vidas dessa forma é uma experiência única que trará grandes benefícios para nosso caráter. É um privilégio ser ensinado por Deus e isso é motivo de grande alegria.
Eu sei que você, assim como eu, sempre tem passado por diversas provações. Mas confiar nesse Deus amoroso e cuidadoso é o caminho para experimentar a verdadeira alegria independente das circunstâncias. Que Ele continue abençoando a nós todos!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Poema Torto

A se eu conseguisse escrever
com palavras exatas
que pudessem juntar
sentido
coesão
cadência
lirismo
emoção
poderia então
chegar perto do poema perfeito.
Aspirar.
Conformar-me.
Por enquanto só mesmo um poema torto!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Mentiras de Segurança

Tenho pensado muito sobre as mentiras que nos contam. Mas não qualquer mentira. Estou falando de uma categoria específica de mentira. Não é sobre a mentira branca, nem a deslavada, muito menos a cabeluda. Estou pensando sobre a mentira de segurança.

Ela geralmente surge em época de caos e todos nós caímos nela pra sentirmos mais seguros. Um exemplo simples foi quando o presidente Lula dizia que a crise no Brasil era uma marolinha. Muito melhor acreditar nisso, porque dá segurança do que ser confrontado com a realidade.

A crise atual que abre espaço pra esse tipo de mentira é a gripe suína, que para ser politicamente correta com os porquinhos foi nomeada de Influenza A, ou simplesmente gripe A. Eu gostei da troca, eu gosto da letra A.

Por conta dela, já recebi milhares de emails encaminhados com o título: Dicas pra evitar gripe suína. Minto, recebi apenas alguns. Na verdade, dá pra contar numa mão. Acho que foram três. Mas eu levei muito a sério o primeiro e quase decorei todas as dicas.

Logo no início, foi muito importante receber os emails porque eu descobri que o contágio não se dava pelo ar, então eu não precisaria usar máscara. Mas algo me intrigou sobre a máscara nas dicas que li. Se eu não estivesse doente, o fato de usá-la tornaria o local úmido e muito mais propício para o contágio, visto que o vírus poderia ultrapassar a máscara e ali encontraria um ambiente perfeito para sua proliferação. Entretanto, porém, todavia, se eu estivesse doente, era melhor usar para não infectar os outros. Como assim? Se o vírus passa de fora pra dentro quando não estou doente, ele não passa de dentro para fora quando estou infectado? Não entendi...

Foi assim, que comecei a minha teoria: As mentiras que nos contam para nos deixar mais seguros.

Comecei assim analisar algumas dicas na prática. Vamos ver algumas delas reunidas:
Você pega o vírus se tocar em algo infectado e depois colocar a mão em mucosas como nariz, boca e olhos. Por isso, lave a mão milhares de vezes ao dia e use o álcool em gel pois essa prática mata o vírus.

Agora, vamos ver como se dá o fato na prática:

Situação 1: metrô
Estava segurando o ferro do metrô, quando um senhor do lado tossiu e colocou a mão dele infectada bem do meu lado. Imediatamente, eu tirei a mão daquele ferro. Mas quantas pessoas já tinham feito o mesmo visto que no metrô de São Paulo passam cerca de 25 mil passageiros por dia? Eu pego naquele ferro contaminado em vários lugares porque é impossível se equilibrar sem tocar neles no metrô lotado. Daí, toco minha bolsa, meu casaco. Também é quase impossível me controlar e não pegar em nenhuma mucosa do meu corpo até o próximo lavatório disponível.Chego no escritório da CEPC e lavo minha mão. Mas e minha bolsa e vestimenta contaminada?

Situação 2: álcool em gel
Peguei meu álcool em gel. Contaminei-o. Limpei minha mão com ele, estou limpa. Guardei o álcool em gel. Estou contaminada de novo, pois a superfície exterior dele já está contaminada.

Situação 3: álcool em gel II
Limpei minha mão com álcool. Meu vizinho pede emprestado. Por educação e constrangimento, empresto. Ele estava contaminado. Então, me devolve. Eu toco na superfície que ele contaminou. Eu limpo minha mão de novo?

Situação 4: restaurante self-service
Estava na fila, o chinês da frente tosse e educadamente põe a mão na boca pra não tossir na frente da comida. A mesma mão que ele usou pra proteger, ele pegou a concha do feijão. Desisti de comer.

Enfim, cheguei a conclusão de que todas essas dicas são mentiras de segurança pra proteger a gente do inevitável: não estamos protegidos coisa nenhuma. Mas se cada pessoa fizer esse exercício maluco ficará neurótico e será instaurado o caos na sociedade. Por isso, é melhor mentir pra segurança e sossegar as pessoas do que enfrentar a verdade. E a verdade é que por mais que o ser humano tente acreditar, ele está num mundo em que não tem o total controle das coisas. Essa verdade traz a tona a crua realidade da nossa finitude diante das doenças, das catástrofes climáticas, da morte. É melhor não trazer à baila essa triste realidade humana. Por isso, o ser humano segue o princípio da mentira de segurança.

Mas Jesus disse: Conhecerão a verdade e a verdade os libertará*.

E esse princípio que rege a cultura da sociedade é que cega os seres humanos da verdade libertadora: somos impotentes e não temos o controle de nada, especialmente sobre a vida e a morte. Para muitos homens e mulheres reconhecer isso trará o caos existencial pois a maioria deles tiram Deus da existência cotidiana. E a arrogância intelectual humana insiste em criar subterfúgios para se auto-enganar e se colocar como deus nessa era decaída. Precisa-se de coragem pra enfrentar a realidade.

Mas, se ao contrário, o reconhecimento aparecer, pode-se dar abertura para um Deus que está acima de nós, que é mais poderoso que nós. A verdade é que não conseguimos nos proteger verdadeiramente nem de um viruszinho invisível que tem poder de nos matar se encontrar o ambiente favorável. Enfrentar isso é muito doloroso. Mas também essa dor, pode nos levar a buscar e fazer a seguinte oração:

Deus, eu preciso da sua proteção porque sou finito e incapaz de me proteger sozinho.
Não quero me enganar, não preciso de mentiras.
Se eu estiver contigo, até da morte eterna estou protegido.
Eu sou livre pra assumir isso!
* João8:32

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Da janela

Quando abro minha janela
e me coloco a observar
vejo um mundo tão estranho
a ponto de fazer chorar.

Algo dentro de mim
se recusa a acreditar
que precisa ser assim,
tenho esperança de mudar!

Daí, me ajoelho e olho pra Deus.

Me afasto da janela,
vou até à porta e saio.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Campeão da Copa do Brasil!!!

Da série: Já estamos na Libertadores de 2010!


Quero deixar aqui a minha singela homenagem ao Mano Menezes, pois ele tem sido um grande regente dessa orquestra que se transformou o Timão. E os jogadores tem tanta noção disso que a cada entrevista eles estão afinados no coro ao dizer: "o conjunto, o grupo, o time trabalhou junto para se obter esse resultado".

Sem a noção da coletividade, de que cada um tem um papel fundamental numa orquestra para que uma sinfonia aconteça, é impossível ver uma apresentação harmônica. Parabéns Mano por ser um regente que valoriza a unidade e coletividade! O título foi merecido.

domingo, 21 de junho de 2009

Paixão por Minas

Na semana passada, tive a oportunidade de conhecer Belo Horizonte em Minas Gerais. Na época de faculdade, uma grande amiga que adorava pão de queijo era de lá, a Melissa. Lembro como se fosse hoje, quando saíamos do IEL (nossa faculdade) e íamos para a cantina da Matemática, para ela comer pão de queijo. É tão interessante porque a lembrança que eu tenho dela na cantina de Matemática envolve duas paixões da minha amiga: o pão de queijo e o Dadá, que deu a Mel o sobrenome de Alachev. Quando comia pão de queijo lá e conversava com o Dadá, ela nem tinha idéia de que ele seria o homem que Deus tinha destinado a sua vida. A Mel sempre foi uma entusiasta de sua cidade e me deixava com uma baita vontade de conhecer. Toda essa história aconteceu há quase 15 anos atrás e só agora se concretizou essa vontade.

Eu me apaixonei por Minas não só porque lá tem o aeroporto mais pitoresco que aterrissei. No Confins há o melhor pão de queijo que já comi na vida, mas o interessante de lá é que ele fica na calçada. Eu nunca tinha visto um aeroporto na calçada!

Nem só também pela UFMG, uma das universidades mais bonitas que conheci. A arborização daquele lugar traz um ar tão aconchegante, que parece um hotel fazenda. O contraste com os prédios tão bem conservados pinta um quadro harmônico, proporcionando um ambiente tão agradável. Acho que os estudantes de lá se sentem muito bem naquele lugar! Decididamente, a UFMG deve ser incluída como um ponto turístico daquela cidade. Todos que forem lá precisam conhecê-la.

Outro motivo também é que descobri o quadrante perfeito do turista. Há um lugar em que se você se posicionar bem, terá a oportunidade de contemplar quatro pontos turísticos ao mesmo tempo sem sair da marca em que está. Basta virar-se no lugar e você verá o Estádio do Mineirão, o Mineirinho, a Lagoa da Pampulha e a UFMG. E se você se posicionar bem, ainda poderá ver um pouco da igreja de S. Francisco, um conjunto arquitetônico idealizado por Niemeyer na Lagoa.

Naquela semana, ainda tive a alegria de ouvir os gritos da torcida do Atlético vencendo o São Paulo e indo para as finais da Libertadores. Muita coisa boa aconteceu nessa semana.

Entretanto, o motivo maior de apaixonar-me foi ter comunhão com os irmãos da Igreja Batista da Lagoinha no congresso 7 Montes. O impacto dessa igreja na comunidade é enorme. Eu visitei alguns desses pontos turísticos na segunda e fiquei impressionada porque eu consegui chegar na Igreja da Lagoinha sem o ter o endereço, somente perguntando para as pessoas comuns da rua.

Eu estava na Lagoa da Pampulha e queria ir pro Museu. Então perguntei para uma senhora num ponto de ônibus se ela conhecia a igreja da Lagoinha. Ela disse que nunca tinha ido lá, mas que conhecia. Eu queria saber se a igreja estava perto e o que seria melhor, eu ir primeiro ao museu ou à igreja. Então ela me orientou a ir primeiro ao museu.

Peguei então um ônibus para visitar o museu de Belo Horizonte. Antes de descer, eu perguntei pra cobradora como eu fazia pra chegar na Igreja Batista da Lagoinha. E ela sabia também onde era e me disse em qual ponto pegar o ônibus. Depois da visita, quando cheguei no ponto de ônibus, perguntei para um guarda num mercado que tinha em frente, qual ônibus eu pegaria pra chegar lá. Ele também sabia! Disse que qualquer ônibus que descesse aquela avenida e passava pela Avenida Antonio Carlos iam pra lá.

Então vi vários ônibus descendo e pensei que seria meio complicado pois ele não me deu nenhum nome específico. Então, aleatoriamente, entrei em um. Ao perguntar ao motorista se o ônibus passava lá, ele disse que sim. O motorista também sabia. Agora só faltava descer no ponto certo. E não é que o cobrador também sabia. Eu cheguei lá, só fazendo essa pergunta: você conhece a Igreja Batista da Lagoinha. Não é incrível?

O mais bonito foi ver a acessibilidade do Pr. Marcos e André Valadão, da Nívea Soares. E por sinal ela é muito simpática. No último dia do congresso, foi ela que ministrou. Eu estava com uma roupa muito parecida com a dela. Quando no final, fui tirar uma foto, ela brincou comigo: “olha nós combinamos a roupa” Depois olhou bem pra mim, franziu a testa e disse: “nossa que menina bonita, que olhos”. Uau me senti o máximo, pois recebi um elogio desse da Nívea. Mas logo depois meu amigo Erlon me colocou no lugar: “não é porque a Nívea que tá dizendo que você precisa acreditar”. É mole? Eu morri de ri, quem conhece essa figura, sabe que o Erlon é o Erlon!


Deixando a brincadeira de lado, esse congresso transformou minha vida! Ainda não é tempo de explicar o que aconteceu comigo. Mas, posso dizer de antemão, que um novo tempo está chegando no Brasil. E se você não estiver atento, vai só assistir a nuvem passar. Queridos, busquem a Deus, ele vai se revelar na nossa nação, como nunca houve na história. Guarde isso no coração. Há uma nova paixão que já começou em Minas.